Acidente na Rod. Anhanguera envolve 5 motos. 3 Motociclistas faleceram

Caveira, símbolo dos motociclistas. Alguns usam porque elas lembram que por baixo da pele todos somos iguais. Eu uso porque elas me lembram que a morte está sempre por perto!

Hoje, 20 de novembro de 2016.

Triste… Muito triste mesmo!

Que as famílias consigam conforto para essas perdas!

Um grupo com cerca de 15 motociclistas segui pela Rod Anhanguera, SP, sentido Capital. O grupo realizava uma ultrapassagem, sendo que um deles não conseguiu frear e atingiu a traseira de um Peugeot, caindo no asfalto. Os que vinham logo atrás não conseguiram desviar e acabaram perdendo o controle das motocicletas.

Dois morreram no local; outro chegou a ser levado para o Pronto Socorro, mas não resistiu. Um quarto piloto ainda está internado em estado grave (não sei qual o estado de saúde atual).

Li a notícia do acidente aqui: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2016/11/acidente-mata-tres-motociclistas-na-rodovia-anhanguera-em-jundiai.html

 

Fico mesmo chateada a cada notícia de acidente; cada vez que estou rodando pelas ruas da cidade ou pelas estradas e vejo carros de polícia e ambulâncias de resgate! Acende uma luz de alerta internamente e, mesmo que por um curto período de tempo, fico mais rígida sobre a moto.

Autodefesa? Medo de acontecer comigo logo mais à frente?

Não sei como explicar… Sei que todos estamos expostos a acidentes: um pedestre, um ciclista, um motorista, dentro de casa. Nunca sabemos o que vai acontecer no minuto seguinte, mas o fato é que, sobre nossas motocas estamos mais vulneráveis.

A mesma possibilidade maravilhosa de estarmos próximos da natureza, de podermos olhar ao redor e nos sentirmos vivos, de cheirar o mato e balançar com o vento, também nos coloca mais próximos do asfalto, quente, áspero, cruel!

Por esse motivo é que sempre busco opções mais seguras para aquilo que move minha vida – o motociclismo! Roupas de segurança, capacete justo e adequado, moto sempre revisada, com pneus e freios rigorosamente em dia.

E respeito.

Respeito pelos meus limites (que oscilam muito a cada dia), respeito pela máquina, pelos outros pilotos e motoristas, pelo desconhecido!

 

Quando estou pilotando ou dirigindo em estradas me assusto com a aproximação tão rápida das motos esportivas. Mal escutamos o barulho ou vemos uma pequena sombra nos retrovisores e elas já estão nos ultrapassando… Por mais que esteja alerta, ainda assim dou uma balançadinha no volante ou no guidão… Às vezes estou pensando em trocar de faixa, ligo a seta e me preparo para a mudança e vejo essas motos se aproximarem rapidamente… A reação é voltar à rota original, mas muitas vezes vou um pouco mais do que gostaria. Teve ocasião que o susto foi tão grande que cheguei a invadir a faixa do outro lado!

Não estou aqui dizendo que este acidente ocorreu por excesso de velocidade ou por imprudência dos pilotos, ok?

Conversando com Carlos Gentile, engenheiro mecânico e piloto de rally que dá consultoria para o Andarilhar, ele informou que um carro pode chegar a capotar dependo da velocidade e da rapidez com que move o volante. Se a manobra gerar um descontrole, esse veículo pode derrapar ou atravessar, chegando a colidir com outro veículo.

Sou motociclista e a última coisa que quero é causar um acidente a outro motociclista! Mas tem horas que parece que eles procuram… Quando falo eles, refiro-me aos motociclistas que rodam de motos esportivas, grande parte das vezes em velocidades superiores aos limites da rodovia.

Parece que acreditam que são tão habilidosos  que conseguirão vencer todos os limites e desafios. Desculpem-me os adeptos, mas acho que já passou da hora de perceberem que nas estradas existem ciclistas, motoristas, motociclistas, caminhoneiros e que todos têm os mesmos direitos de chegar em segurança ao local de destino!

Não importa se são bons ou mau motoristas, jovens ou idosos, se são mulheres, se são amigos felizes, curtindo sua viagem, ouvindo música com os vidros fechados e o ar condicionado ligado. As pessoas não têm que ficar olhando o tempo todo no retrovisor ao invés de olhar para frente… Precisam SIM sinalizar adequadamente, rodar cada um em sua faixa, se certificar que não vem outro veículo quando forem mudar de faixa. As pessoas têm o direito de parar no acostamento quando seus veículos dão problema e de rodar na velocidade na qual se sentem seguras (lógico que respeitando os limites mínimos e máximos de velocidade)!

Peço até desculpas pelo desabafo!

 

Conversei com o Amaral, instrutor de Pilotagem Defensiva, da Carlos Amaral & Zuliani Motorcycle Training, posso dizer que é o motociclista em quem eu mais confio. Conheci durante uma palestra da Porto Seguro e depois fiz o curso prático de pilotagem (sempre falo que foi o melhor investimento que já fiz para mim mesma! O Carlos também compartilha desse sentimento).

Veja o que ele falou sobre altas velocidades e motos esportivas: (ele também não estava se referindo a esse acidente especificamente, certo? Não sabemos ao certo como ocorreu)

Bom dia, querida Heloísa. Perdoe-me o atraso para sua resposta. Esse assunto é mais comportamental do que técnico.

Antes de qualquer coisa, saiba que o ser humano é pura emoção e somos movidos pelas emoções. Os riscos, às vezes, são desconsiderados por causa dela: A EMOÇÃO.

Mas existem seres humanos que não sabem lidar, ou equilibrar, tais emoções, pois o ego domina e faz sentir-se ser o melhor; às vezes para imitar os amigos, ou mesmo para  demonstrar que “sabem tudo” ou “sabem mais do que os outros”.

Desta forma o ego faz desses seres, imortais.

Todas essas atitudes fazem esses seres esquecerem dos riscos alheios e desconsiderarem que existem outros seres humanos que não são imortais como eles. Acho que você já ouviu de muitos de seus amigos a seguinte frase: “…não compro moto esportiva porque sei que v, não porque possuem técnicas especiais para pilotarem tais motos, mas porque sabem que suas emoções podem dominar o ego, pois a sensação da velocidade é, de fato, muito boa!

Querida Heloísa, a velocidade não faz mal, o que faz mal é usá-la em momentos e lugares inapropriados!

Podemos nos acidentar a 30 km\h ou a 250 km\h. Isso dependerá da dinâmica do trânsito, da variação de velocidades na via ou da falta de atenção ou previsibilidade dos condutores. Quantos pilotos não morreram em estradas por transitarem muito abaixo da velocidade mínima exigida pela lei? Então, saiba que não é a velocidade que mata, mas como,  quando e onde é usada esta velocidade.

Já tive moto esportiva, aliás sempre gostei e gosto muito. Mas elas são feitas para pistas fechadas ou para pilotarem em “Auto Bans”. Não são práticas para o uso diário ou em viagens longas. Mas tem quem as use para estes fins e estes mostram que , mesmo com motos deste estilo, não há a necessidade de a usarem em velocidades extremas.

Sabemos que, para andar acima de 200 km\h não precisamos de motos esportivas; ultimamente as Big Trails ou outros estilos, possuem performance semelhantes aos modelos esportivos e podem chegar a mais de 240 km\h. Por isso eu digo: a moto não é culpada de nenhum acidente, mas a forma de ser pilotada sim!

Sempre tento explicar aos meus alunos e aos ouvintes de minhas palestras que a técnica não é mais importante do que o comportamento.

Mesmo que o piloto tenha feito muitos cursos específicos, tenha muita técnica em pilotagem esportiva (que por sinal é, também, muito importante), se não possuir comportamento, ou equilíbrio emocional para dominar, não somente a moto, mas seu psicológico, as reações no momento de uma frenagem emergencial ou desvios rápidos em excessos de velocidades, serão muito difíceis para parar a moto ou desviar de obstáculos.

Lembre-se, em um circuito fechado, em competições de motoGP ou algo semelhante, as velocidade são equivalentes, sem tantas variações. Em estradas, ruas e avenidas existem variações extremas e desigualdades de velocidades. Para isso  existem as leis – para que as velocidades fiquem igualitárias entre os usuários dessas vias e, assim, caso hajam acidentes, não sejam graves.

Também, não devemos “acreditar” somente em nossa capacidade técnica, ou mesmo nas novas e excelentes tecnologias existentes nas motos atuais como ABS, controles eletrônicos que podem dar (e dão) segurança em situações emergenciais. Mas devemos “desconfiar” dos possíveis erros dos outros. Alguns condutores “acreditam” nestas capacidades individuais, ou mesmo nestas tecnologias nas motos e abusam.

Querida Heloísa, espero ter ajudado. Mas saiba que estamos falando de uma minoria de “pilotos”, condutores que não sabem usar ou equilibrar suas emoções. Infelizmente é por causa dessas minorias que existem estes graves e culposos ou dolosos acidentes.

Ah! Como evitar esses acidentes? Como proteger os inocentes nas vias? Hummm! Quem sabe começar a obedecer as leis? Ou mesmo, quem sabe colocar mais fiscais humanos e não eletrônicos? Ou melhor, quem sabe, um dia, os seres humanos comecem a usar mais o bom senso, o respeito a si e ao próximo?

Desta forma, nem precisaríamos de leis, pois o respeito à vida já seria suficiente para uma melhor convivência social.

Beijos. 

 

Então vou dar aqui algumas informações que julgo bastante importantes.

Quando falamos na rapidez quando desviamos de perigos, estamos falando de TEMPO DE REAÇÃO. Usualmente utilizamos o termo reflexo, mas esses termos são diferentes:

O reflexo nada mais é do que uma resposta rápida e involuntária a um dado estímulo. Por exemplo, quando nosso tendão patelar é atingido pelo “martelinho” no teste do reflexo do tendão patelar, estendemos o joelho involuntariamente em resposta a esse estímulo.

Já o tempo de reação é o intervalo entre a apresentação de um estímulo e o começo de nossa reação voluntária ao mesmo, como por exemplo, o tempo que os corredores dos 100m rasos levam para largar a partir do momento em que ouvem o disparo.

O Tempo de Resposta está relacionado com a forma como processamos a informação. Para que haja a reação existem 3 passos:

  • Percepção – Compreensão do acontecimento. Este processo envolve processos como : a memória, identificação de objetos e/ou situações.
  • Decisão/Reação – Decidir o que vai fazer ou como reagir perante determinada situação. Este processo implica principalmente: ponderar qual será a melhor saída; memória, capacidade de identificar situações e aprendizagens passadas importantes para a decisão; planejamento, como fazer.
  • Tempo de Movimento– Execução física resultado da decisão/reação. Este último processo implica essencialmente coordenação motora.

 

 

Prosseguindo em minha conversa com o Gentile, fizemos uns cálculos rápidos e chegamos a alguns números que vale a pena citar aqui:

Tempo de reação é o tempo entre a percepção de um evento até o desencadeamento de uma reação muscular – Pra eventos inesperados esse tempo pode ser de 1,5s

A uma velocidade de 150km/h (que corresponde a aproximadamente 41m/s = Temos que a distância percorrida pela moto, do momento em que o piloto vê o perigo até sua reação é de 62m.

Mas não é só isso… Se ele precisar frear, temos que considerar também a distância necessária para isso… Usando um monte de fórmulas, chega-se à distância de 160m (lógico que são cálculos bem aproximados – tudo depende do asfalto, peso da moto, condições físicas do piloto, etc).

Podemos facilmente dizer então que, se precisar frear totalmente, o motociclista vai precisar de, pelo menos, 200m de distância.

Se ele puder apenas desviar, a 150km/h, ele percorrerá aproximadamente 60m (lembre-se que são 1,5 segundos o tempo de reação).

Será que dá para contar com esse tempo ou essa distância sempre que necessário?

Muitas vezes não dá… Por isso, sempre que rodar em comboio, é necessário manter uma distância (calculado em tempo) de 2 segundos da moto que está imediatamente à sua frente. (para mais detalhes, leia o post “Regras para viajar de moto em grupo”

As orientações do Gentile para pilotagens seguras é estar sempre de olho, não só no veículo à frente, mas nos que estão à frente dele, e também no que acontece ao lado e atrás. O piloto vai precisar contar com seus “reflexos” (tempo de resposta) e com sua expertise em pilotagem…

Não posso julgar ninguém… Nem tenho essa pretensão! Cada um na sua… Admiro a coragem de quem monta numa moto e roda a 200, 250km/h… Eu tenho medo. Quero continuar pilotando por muito tempo, adoro a vida, adoro viver e adoro voltar e encontrar as pessoas que ficaram me esperando – e isso me deixa bastante receosa.

 

Minha caveira Joana. Sempre comigo na moto, porque me lembra que a morte está sempre por perto!

 

Se o Carlos e minha filha estivessem participando aqui, eles logo interfeririam e iriam escrever em caixa alta: Como assim, você esquece o pé (ou a mão) no acelerador! Gosta de correr! Gosto sim, gosto mesmo… Mas dentro dos meus limites, e, sempre, respeitando os limites dos outros, sempre ligada nos limites do movimento da via em que estou rodando!

Por essas e outras que ando sempre com minha amiga Joana na moto… Na minha frente, ela me lembra o tempo todo como devemos respeitar a morte.

 

Nós fizemos aqui uma montagem com um vídeo que recebemos via whatsapp (não sei quem é o autor).

E aí, num determinado momento do vídeo, a gente ouve o motociclista gritando com um motorista que passava: Vai devagar aí, C@…o!

Então eu deixo aqui essa questão: Será que os pilotos de motos esportivas não deveriam seguir eles mesmos esse conselho? Será que já não passou da hora de deixarem de utilizar as estradas para testarem seus limites e buscarem  um local que ofereça mais segurança para eles e para os demais usuários de estradas?

About the author

Heloisa Gaspar

Analista de SEO por profissão. Motociclista por opção...

Readers Comments (18)

  1. as contas oriundas dos dados aqui presentes resultam em uma aceleração de -5,25 m/s^2, ou seja, a cada segundo viajado o camarada reduz em 18,9 km/h sua velocidade. essa taxa de desaceleração é muito baixa. é perfeitamente possível obter valores mais altos (em módulo) para desaceleração, reduzindo consideravelmente essa distância de frenagem… :) (em tempo: a gente sabe que pelo formulário de física do 2o. grau essas coisas todas independem da massa [basta ver a equação de torricelli ou mesmo a equação geral de um MRUV…])

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    • Oi Hermes, obrigada por sua colaboração!
      Motociclismo é física, sim! Física e emoção, fator esse que não pode ser desconsiderado, por esse motivo é que falamos na velocidade de reação do ser humano. Com relação à física, podemos sim obter melhores taxas de desaceleração, como você mesmo mencionou, mas nesses casos é preciso também acionar os freios, e frenagem tem tudo a ver com atrito e, consequentemente com massa, concorda?

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  2. Uma das coisas que mais me assusta, são as proteções nas pontes e estradas, como na Imigrantes, a ponte estaiada, e outras. Com um leve toque, o motociclista pode literalmente voar.

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  3. Ando de moto a 20 anos, iniciei no motocross, mas logo peguei gosto pelas viagens de longa distância, e consequentemente nas Big Trail.
    Só em viagens oficiais de grandes distâncias sai mais de 100 mil Kms pela América latina e graças ao nosso bom Deus, todas viagens de sucesso e sem um único acidente.
    Sempre tive moto potente, reconheço que há um desejo constante pela velocidade, e também confesso que é difícil resistir ao desejo pela velocidade.
    Mas a velocidade, a aldacia, falta de educação, notória falta de amor a própria vida, e explícita falta de experiência de pilotagem da totalidade dos pilotos de moto esportiva que andam em altíssimas velocidades nas rodovias, posso categoricamente dizer que estas pessoas brincam de roleta russa. Penso que somente com leis mais endurecidas e multas que sejam compatíveis com a velocidade que andam possam resolver este problemão.

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  4. Sergio Luiz Azevedo 21 de novembro de 2016 @ 22:44

    Excelente artigo, porém não tenho pena não, pagaram o preço. Esse pessoal das Speeds não avaliam o perigo, não estão nem ai para nada. Já cansei de levar susto deles, margem de segurança abaixo de zero. Como diz um grande amigo meu, se não morrem hj, morrem amanha.

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  5. Muito triste ler ou ver tais notícias.. Mas infelizmente tem sido uma constante e pior que normalmente são os próprios “irmãos” de estrada que nos colocam em risco. Não sou contra velocidade desde que em local apropriado. Acho lindo moto esportiva mas me conheço suficiente pra saber que gosto de adrenalina e como gosto mais ainda dá minha vida prefiro nem pilota-las. Amo o motociclismo é peço a Deus sempre que seja nosso constante amparo e que estás notícias sirvam pra concientizar que estrada é para trafegarmos todos ou seja respeite quem nela se encontra.

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  6. Gente nao vamos generalizar,ando de moto sempre andei desde meus 18 anos tenho hoje 34 anos tive motos esportivas e ando em grupos tambem porem ando com responsabilidade pos apaesar de eu achar que sei o que estou fazendo pego muitos motoristas que nao dao a minima por sinalização de troca de faixa e uns até mesmo abrem a janela do veiculo e dão risadas da cara dos motociclistas como se fosse proposital a fechada que o mesmo deu mas e assim temos que andar com responsabilidade e mesmo porque o parachoque da moto e o propio peito do motociclista

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    • Verdade, Nilber, não podemos generalizar… Esse comportamento existe em diversos estilos de motos, e também acontece com motoristas. Algumas vezes levamos fechadas por imprudência dos outros! Mas existem locais adequados para andar em altas velocidades… Estradas movimentas não são esses lugares!

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  7. Marco Antonio Nascimento 21 de novembro de 2016 @ 20:07

    Parabéns pelo artigo. Assino embaixo

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  8. Sem entrar no mérito de velocidade, uma coisa é certa: seja a 100 ou a 299 por hora, se acertar essa base do guardrail é morte certa. A falta de uma segunda folha de aço é um atentado para todos os motociclistas.

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    • Nossas estradas pecam por uma série de itens de segurança; algumas chegam a ser muito boas, outras muito ruins! Mas não podemos atribuir o número de mortes a esses fatores… Não podemos deixar de lado a questão comportamental!

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  9. o Estado das motos não deixa duvidas , pelo contrario evidencia a velocidade que vinham trafegando . 99% de chance do motivo ser imprudência , velocidade excessiva . Frequento esta estrada e sempre , sempre mesmo , cruzo com estes grupos , que invariavelmente tiram uma ” fina ” da minha big-trail de tiozão para tirar uma onda . Falta juizo , falta educação , não sei snceramente se tenho pena .

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  10. Muito chato ouvir notícias de acidentes… Mas é preciso ter mais consciência! Detesto quando nos ultrapassam muito rápido, é muito perigoso!!
    Obrigada pelo texto

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