Viagem de moto de São Paulo a Paraty: Oswaldo Cruz, Serrinha de Ubatuba, Rio-Santos

Praia avistada em trecho da Rodovia Rio-Santos, no litoral de São Paulo

Praia avistada em trecho da Rodovia Rio-Santos, no litoral de São Paulo

No final de maio de 2013 fomos até Paraty (mais uma vez). Estava acontecendo a Festa do Divino. Não que sejamos religiosos, mas fomos fotografar a festa para o site www.paraty.com.br . A Festa do Divino é um evento muito importante para a população da região.  Muitas lojas, pousadas e restaurantes chegam a fechar para que os funcionários possam participar das festividades, que acontecem durante 10 dias (toda a comunidade se mobiliza durante o ano todo para os preparativos, é muito legal).

São 11 dias inteiros de missas, ladainhas, leilões, rifas, bingos, bebidas, comidas e danças típicas, e shows musicais.

Paraty. Festa do Divino 2013

Festa do divino em Paraty. Igreja da Matriz

Fora o tempo que passamos na cidade (que desta vez foi bastante corrido por conta das fotos e do passeio que fizemos ao Saco do Mamanguá) a viagem até Paraty é também muito gotosa.

Nós fomos pela Oswaldo Cruz e Serrinha de Ubatuba e voltamos pela Rodovia Rio-Santos. Os dois roteiros possuem atrativos bacanas, mas não posso negar meu favoritismo pela Rio-Santos, um cenário realmente paradisíaco!

Vou contar sobre os dois caminhos, assim você pode optar pelo que mais lhe agradar, ok?

 

Para ir pela Serrinha de Ubatuba são pouco mais de 300 km, sendo que maior parte desse trajeto é percorrido em rodovias muito boas – Rodovia Ayrton Senna e Rodovia Oswaldo Cruz. O trecho da serrinha requer bastante cuidado principalmente de moto, pois possui curvas bastante acentuadas. Depois da serrinha, é só seguir pela Rio-Santos até chegar a Paraty.

Saindo da Marginal Tietê, seguir pela Ayrton Senna. Aproveite para parar no primeiro posto BR, muito conhecido pelos motociclistas. Do posto até o primeiro pedágio são 4 km. Depois mais 15 para o início da Carvalho Pinto. Na Carvalho Pinto percorremos cerca de 70 km até a saída para a via Dutra (pegar à direita). Na Dutra mesmo andamos 34,5 km e saímos à direita para a Rodovia Oswaldo Cruz. Até esse trecho, as estradas são retas, largas, várias pistas, excelente asfalto e dá para andar tranquilamente no limite dos 120 km/h. Saindo para a Oswaldo Cruz o caminho começa a ficar mais interessante, com uma paisagem mais bonita, mais curvas (e esse é um detalhe importante para nós motociclistas, né?).

A Oswald Cruz também está em ótimo estado alguns remendos no asfalto, mas nada com que se preocupar. Depois de percorrer cerca de 43 km tem a saída para São Luiz do Paraitinga. Se você estiver com tempo, aproveite para conhecer essa simpática cidadezinha histórica. Eles vêm se recuperando do acidente causado pela cheia do Rio que atravessa a cidade e que destruiu praticamente todo o centro histórico.

Quando nós passamos por lá eles também estavam em plena comemoração da Festa do Divino.

 

São Luiz do Paraitinga - Enfeites para Festa do Divino

Motociclistas passeando por São Luiz do Paraitinga

São Luiz do Paraitinga. Contraste entre enfeites da cidade e trecho do rio com margem destruída pela tromba d'água

 

Da saída para São Luiz do Paraitinga até o início da Serra são 30 km. Aí é pura adrenalina! Quando saímos de São Paulo, o tempo estava um pouco encoberto, mas muito agradável para viajar sem ficar com o sol esquentando os capacetes. Só que pouco antes de chegarmos à Serra, começou uma chuvinha que foi apertando aos poucos e, quando entramos na serra estava um temporal de dar medo! Seguimos… Não sabíamos quanto tempo aquela chuva iria demorar… Apesar de já termos pegado essa serra de carro e de moto, confesso que fiquei um pouco assustada. A terra e folhas que vêm do morro tornam a pista bastante escorregadia. São 7 km de serra íngreme e BASTANTE sinuosa e nós estávamos com a moto pesadíssima (estávamos em uma moto só), com os alforjes laterais abarrotados de equipamentos e roupas. Mas, devagar, foi tudo bem. Veja o trecho da serrinha nesse filme abaixo.

No final da serra tem um posto da polícia rodoviária, e mais 4,7 km, tem o trevo Rio-Santos. Pegar sentido Paraty. São 42,7 km até a divisa São Paulo – Rio de janeiro e mais 17 km até o trevo Cunha-Paraty (entrar à direita). E pronto… Chegamos à Paraty!

Veja o mapa do percurso abaixo


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Muitas são as dicas de passeios que podemos dar, mas vamos destacar aqui alguns imperdíveis:

– Passeio de escuna pela baía de Paraty

– Conhecer os alambiques da região (a cachaça de Paraty possui o selo de indicação geográfica, que indica que a cachaça é um produto de qualidade e com características locais, peculiares ao lugar). Se você estiver em forma, uma dica aqui é alugar bicicletas e sair pedalando pela região.

– Visitar tantas praias quanto seu tempo permitir – as praias em geral são de águas calmas e lindíssimas. Em algumas delas só é possível chega através de trilhas ou barcos (e por isso mesmo não possuem muito movimento).

– Fazer um passeio para o Saco do Mamanguá (veja o post que esrevi sobre o Mamanguá clicando aqui)

– Passear pelo centro histórico e conhecer o artesanato local, as lojinhas e umpouco da história da cidade.

Onde comer em Paraty

Paraty além de ser um paraíso natural, é também um paraíso gastronômico! Tem muitas opções, mas já vou avisando… come em Paraty não é muito barato! Existem alguns restaurantes por quilo beirando o centro histórico mas só estão abertos para o almoço. Mas, já que você encarou fazer essa viagem, relaxe a aproveite. Conheça os restaurantes, farte-se de comer peixes e frutos do mar… Afinal, você está no litoral, não é?

Sempre que vamos a Paraty comemos em alguns restaurantes preferidos: O restaurante do Hiltinho e o Miracolo são paradas obrigatórias. O Hiltinho tem diversos tipos de pratos, mas os peixes merecem destaque. Muitos pratos servem bem 2 pessoas. O Miracolo é um restaurante italiano… O nhoque de batata baroa é imperdível!!! O sorvete deles também é sensacional. Tomo um todos os dias (só que durante a festa do divino o Miracolo estava fechado para férias coletivas… ).

À noite, vários barzinhos com música ao vivo, agito e diversão garantida!

Outro lugar que você não pode deixar de conhecer é a Cervejaria Caboré. A cerveja e o Chopp são produzidos por eles. Prepare-se, deixe a moto na pousada, que a noite lá é longa (e cara também). Petiscos deliciosos, um ambiente muito gostoso e um chopp divino! Ah… Agora eles possuem umas embalagens de cervejas para viagem (cerveja de trigo ou a tradicional).

A vantagem é que se você ficar em uma pousada próxima ao centro, pode fazer tudo isso à pé. Moto e carro somente para ir até as praias.

Para conhecer mais sobre Paraty, clique aqui e visite o site.

 

Hospedagem em Paraty

Paraty possui uma enorme quantidade de pousadas para todos os bolsos e gostos. Nós ficamos na Pousada Recanto da Ladeira onde temos uma parceria É uma pousada simples (como a maioria), mas o principal lá é o café da manhã, bem gostosinho, o estacionamento onde as motos podem ficar com tranquilidade e a proximidade com o centro (próximo o bastante para ir e voltar várias vezes sem se cansar e longe o suficiente para garantir uma boa noite de descanso).

 

Bom, trabalho feito, roteiro de passeio cumprido… Chegou a hora de voltar para São Paulo.

Nossa opção, como sempre que temos o dia inteiro para viajar, foi pela Rio-Santos.

São 362 km de puro prazer, contornando as praias do litoral norte de São Paulo. Também é um tempo muito maior de viagem pois boa parte do trajeto é feito pelas encostas dos morros, com limite de velocidade bem menor. Fora as lombadas… Muuuuitas lombadas. Em cada praia onde existe um bairro precisamos passar por pelo menos 4 lombadas (são cerca de 50 praias da divisa do Rio até Bertioga). Mas mesmo assim vale o visual! Nós gostamos de ir parando conhecendo algumas praias, aproveitando o dia com tudo o que temos direito. O chato mesmo é tomar cerveja sem álcool a cada parada. Mas não dá para facilitar, né? Além do fato da legislação estar pegando pesado, também tem a questão da responsabilidade, não é? Veja o víedo com alguns trechos da Rio-Santos.

Não sei você, mas nós gostamos de respeitar os limites e os outros viajantes. Assim como também gostamos de nos proteger para garantir as próximas viagens… rsrs

Existem diversas opções de lugares para almoçar mas depois de tanto peixe, uma carninha vai bem. Tem um restaurante que fica em Caraguatatuba, o Via Brasil. Fica beirando a rodovia (que no local se chama Av. Castelo Branco, n. 585 – descobri agora que eles têm uma página no face – www.facebook.com/ViaBrasilRestauranteEPetiscaria ). Gosto muito da comida deles – uma picanha na chapa deliciosa. Não sei se é porque quando conhecemos eu tinha passado muito mal em Paraty. Estávamos com nossa filha e ela e o Carlos passearam quase sozinhos pois eu fiquei 3 dias de cama e quando melhorei e resolvemos voltar, fizemos a viagem em dois dias! Eu estava faminta pois estava há vários dias quase sem comer… Paramos lá e eu comi muito – a comida desceu super bem e eu consegui terminar a viagem sem me preocupar com a distância que teria que percorrer até o próximo banheiro decente!


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Uma boa opção também (já experimentamos outras vezes) é voltar pela Rio-Santos até Bertioga e subir pela Mogi-Bertioga. Uma estrada deliciosa, cheia de curvas e bastante conhecida pelos motociclistas.

 

 

 

 

About the author

Heloisa Gaspar

Analista de SEO por profissão. Motociclista por opção...

Readers Comments (2)

  1. Oi Heloisa…li seu post sobre a serra de Ubatuba…
    Sou garupa e não tenho muita experiência. Tenho uma viagem para Paraty no próximo dia 22 e não sei se vou…queria muito, mas estou com um pouco de medo. Vamos em alguns casais e eu sou a garupa mais nova no grupo…

    Responder

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